segunda-feira, 20 de agosto de 2007

A casa azul

A Casa Azul

No cimo de um monte verde, rodeada pelo cheiro das laranjeiras em flor e pelos sons das folhas das árvores a dançar ao vento havia uma linda casinha azul.

Tinha uma porta branca com uma janela, e uma maçaneta dourada que brilhava ao Sol quando, à tardinha, a grande estrela se ia deitar e por lá passava para dizer "Boa Noite!" Tinha duas janelas de cada lado da porta, com portadas de madeira branca que se abriam à noite deixando entrar o luar.

As telhas eram da cor das laranjas do pomar e cantavam ao som da chuva quando vinha a Primavera, felizes porque as núvens as tinham deixado limpinhas para que fizessem nos beirais seus ninhos as andorinhas!

Debaixo de um sobreiro ao lado da casa morava um ouriço caixeiro. Era tímido e gostava pouco das andorinhas barulhentas que esvoaçavam incessantemente em busca de alimento para os seus filhotes. Nos dias quentes de Verão o ouriço dormitava preguiçoso à sombra fresca da árvore e sonhava com ventos mais frescos e com o partir das andorinhas ruidosas!

Nas traseiras havia um poço de água fresca e um estendal com roupa branca a esvoaçar, meninos a jogar às escondidas entre os lençois e um canteiro de flores amarelas e brancas onde, por vezes, poisavam abelhas gulosas à procura de doce para o seu mel.

Lá dentro moravam a D. Felicidade, de longos cabelos aos caracóis e olhos castanhos doces. O seu marido, o Sr. Amor, que à noitinha tocava viola à lareira para fazer dançar o lume. E os meninos que dormiam em duas camas de madeira, uma verde e a outra branca. A verde era dum rapaz que se chamava Sonho e a branca de uma menina, chamada Vida. Eram gémeos, brincavam sempre em conjunto, nunca se separavam, até à noite sonhavam um com o outro.

por Raquel Henriques
Xisbunhirgos

sábado, 11 de agosto de 2007

As nossas férias!



Fomos a Miranda do Corvo, onde ficámos na Estalagem Quinta do Viso, que recomendo vivamente. A Vila é lindíssima, e fica bem perto de Conímbriga, Condeixa e Coimbra onde pudemos visitar o "Putugal dos Macaninos" Samuel dixit!

Depois dos passeios, das chanfanas (estufado de carne de cabra, nham nham!) e de banhocas na piscina onde o Samuel finalmente se habituou a estar sem receios e onde já começa a dar aos pézitos agarrado ainda é claro ás minhas mãos.

No caminho de volta ainda deu para passarmos por São Pedro de Moel a ver o mar e a praia.

Chegádos a casa, aprontámos novamente as toalhas e apetrechos de praia e raptámos a avó Lina para uma rapidinha até à Lagoa de Santo André.

No dia seguinte, e porque a praia se impunha novamente fomos para a linda serra da Arrábida. Para a praia de Galapos que embora seja muito porreira e me traga excelentes recordações de quando era míuda, é um sítio complicado para se ir com bebés de cólo. Infelizmente caí e fiz do-dói ao tentar encontrar um caminho (estupida e desnecessariamente, porque existem umas escadas bem mais faceis de transitar) pelo matagal da falésia para a praia. Ainda fomos à praia, descendo as bemditas escadas, mesmo com os meus joelhos esfolados, que eu não sou moça de desistir, mas isto ficou feio e lamento informar que, pelo menos no meu futuro mais imediato não constam agendamentos de novas idas até à praia.

Vejam aqui as restantes fotos das fabulosas férias de 2007, as nossas primeiras férias a 4!

Novo vídeo!

Juju na Lagoa de Sto. André

Segunda-feira acabam-se as férias... :( Depois só voltamos ao descanso em Outubro, para festejar o primeiro aniversário da caçulinha!

A bola é minha!

Juju na praia!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Outros versos

Tortura

Tirar dentro do peito a Emoção,
A lúcida verdade, o Sentimento!
-- E ser, depois de vir do coração,
Um punhado de cinza esparso ao vento!...

Sonhar um verso de alto pensamento,
E puro como um ritmo de oração!
-- E ser, depois de vir do coração,
O pó, o nada, o sonho dum momento...

São assim ocos, rudes, os meus versos:
Rimas perdidas, vendavais dispersos,
Com que eu iludo os outros, com que minto!

Quem me dera encontrar o verso puro,
O verso altivo e forte, estranho e duro,
Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!

Florbela Espanca

O poema do topo...

Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!
...

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...»

Florbela Espanca

A minha Jú lindona!



NOTA: Este é um blog de testes para os meus templates, não escrevo aqui muitas vezes.

Os meus outros Blogs / Sitezecos estão aí ao lado nos links!

Obrigada pela vista!

pOOka